terça-feira, 30 de outubro de 2018

E AQUELE QUE COMIGO NÃO AJUNTA, ESPALHA!

“AQUELE QUE NÃO ESTÁ COMIGO É CONTRA MIM, 
E AQUELE QUE COMIGO NÃO AJUNTA, ESPALHA” (Lucas 11:23.)

Trabalhar para o Senhor é um privilégio. Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.
A exigência do ministério faz com que muitos sejam reprovados em suas ministrações.
Aqueles que são salvos em Cristo Jesus, sabem, ou deveriam saber, que temos uma missão a fazer.
O ministério de Jesus aqui na terra durou apenas três anos. A continuidade de seu ministérios e dá através de todos os santos que foram regenerados nele e que aceitaram o preço do discipulado. Não existe discipulado sem missão à vista. Qual é o aprendiz (significado da palavra discípulo) que não pretende exercer aquilo que está aprendendo a fazer? Se somos discípulos de Cristo, não seria estranho não termos o anseio de fazer o que Ele fez; ensinar como Ele ensinou; andar como ele andou? É preciso renovar o senso de missão do povo de Deus. Aqueles que ansiarem por isso, receberão um peso em suas almas. O zelo pela casa do Senhor irá consumi-los.

JESUS NÃO ADMITIU POSIÇÕES NEUTRAS EM RELAÇÃO AO MINISTÉRIO.

No começo, os discípulos estavam todos de acordo com Jesus. As críticas só começaram depois. Ao ser acusado pelos de fariseus de estar expulsando demônios pelo poder de Belzebu, Jesus deixar fluir de sabedoria um grande ensinamento sobre um reino, casa ou serviço ministerial com missão definida. Em Lucas 11:17, Jesus afirma que se um reino ou instituição qualquer estiver dividida contra si mesma, esta não subsistirá. Disse assim quenão seria coerente que Satanás estivesse expulsando seus próprios comandados, a menos que ele quisesse destruir o seu próprio reinado. Dizendo isso Jesus estava denunciando que até mesmo Satanás consegui a unidade entre os demônios para conseguir atingir os seus propósitos.
O ajuntamento de demônios era possível por causa da missão proposta a eles, e da consciência de uma certa unidade entre eles para o seu cumprimento.

Diante da guerra espiritual, o ministério que se propuser a combater pelo reino de Deus, precisa entender que a neutralidade o coloca direto no exércitodo inimigo. “Quem comigo não ajunta, espalha.”. Penso que a maior dificuldade de um ministério que tem mais do que doze discípulos para formar, é encontrar a juntadores. Ás vezes parece que o ministério que mais cresce na igreja é o ministério dos espalhadores. Espalhar tem sido o grande pior hábito a ser vencido por uma igreja que quer crescer. Geralmente uns ajuntam, mas quando passa disso, um espalhador encontra espaço para brincar com tudo aquilo que foi ajuntado antes. Essa dicotomia do processo ajunta – espalha tem gerado uma síndrome na alma dos discipuladores: asíndrome das donas de casa ministeriais. As donas de casa geralmente reclamam das tarefas de arrumar uma casa não porque não gostem de vê-la arruma e limpa, mas por causa da característica ingrata de sua missão. É possível arrumar uma casa agora, e vê-la toda desarrumada alguns minutos depois. Isto acontece por causa dos espalhadores. São geralmente maridos e filhos indisciplinados que geram esse desânimo naqueles que arrumam as suas bagunças. Essa mesma síndrome tem atingido os discipuladores do nosso tempo.
É preciso acabar com o ministério dos espalhadores, pois estes nos cansam muito, e não geram nenhuma baixa no terreno do inimigo. Assim,quando estamos espalhando e quando estamos ajuntando?

O MINISTÉRIO DOS ESPALHADORES.


Espalhamos quando não aceitamos continuar no mesmo propósito, e queremos criar uma outra coisa que os discipuladores não nos ensinaram. Ajuntar é continuar. Espalhar é querer mudar o que encontrou. É preciso aqui esclarecer o permite tal confusão. Muitas pessoas ingressam num determinado ministério porque vêem nele uma identificação a princípio, mas posteriormente se percebem sem alinhamento ministerial com os seus discipuladores. É preciso ter humildade para perceber o por quê de tal desalinhamento. É possível que tal pessoa tenha um chamado próprio, para um novo começo ministerial em outro lugar.


Permanecer desalinhado não o fará dar mais fruto. É preciso apenas coragem para encarar um chamado.
E muitos não a têm. O erro está em querer permanecer num determinado ministério não para continuá-lo, mas para mudá-lo. Estes não percebem que DEUS NUNCA ENVIOU NINGUÉM PARA MUDAR MINISTÉRIO DE NINGUÉM. ELE PREFERIU CRIAR NOVOS MINISTÉRIOS COM NOVOS LÍDERES E NOVA MISSÃO. Assim, nada que for mudado num ministério será mudado por outro ministro que não seja aquele que lidera o ministério. Deus não muda ministérios. Deus levanta novos ministros com seus próprios ministérios. O Senhor mudou o reinado de Saul, ou levantou um outro através de Davi?Certamente que chamou um novo ministério através de Davi, sem acabar como reinado de Saul. Davi começou algo completamente novo. Foi Israel que o convidou a ser rei, e isto muito depois da morte da Saul. Deus não mudou o ministério circunciso de Pedro, embora o tempo dos gentios já houvesse chegado. Deus levantou Paulo com esse fim. Embora isso não tivesse ficado claro no começo, ficou bem claro depois que o proposto do Senhor não era fazer com que Pedro e Paulo trabalhassem juntos, mas que se envolvessem em ministérios distintos.
O orgulho e a vaidade fazem que discípulos se tornem espalhadores. Como não há neutralidade na vida de um ministério, todo ministro precisa decidir se está num ministério para continuá-lo ou para mudá-lo. Continuar e mudar são, nestes casos, ajuntar e espalhar, respectivamente.Um irmão espalha quando encontra um descontente e não o leva em direção ao ofensor para pacificar toda a contenda. Quando fico sabendo de um descontentamento de alguma ovelha com qualquer coisa, eu procuro tal pessoa. Quando se trata de um descontentamento com o seu pastor, procuro pedir desculpas e procurar com o irmão uma maneira melhor de continuar.Quando se trata de ofensas entre irmão, procuro ensinar sobre o perdão, sobre Mateus 18, sobre o amor, sobre tudo o que é santo e puro. Mas é muito difícil perceber que se levam meses para consertar uma situação como essas, e depois ver um espalhador colocar todo esse trabalho em vão com uma só palavra. Já vi pessoas alimentarem contendas. Quem não ajuntar, estará espalhando.

Espalhamos quando procuramos questões não para eliminá-las, mas sim para tomarmos partido. Comportamo-nos como se a palavra não tivesse dito que não poderíamos fazer nada por partidarismo. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um osoutros superiores a si mesmo.” (Fp 2:3 Rev. e Atual.).
Quando encontramos uma questão entre irmãos, a bíblia nos ensina a não tomarmos partidos, e sim confrontar os irmãos até que estes se entendam. A bíblia proibiu o partidarismo. Vivemos como se nunca tivéssemos lido que quando alguém toma partido, está se comportando como os mundanos. “Pois quando alguém diz: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estão sendo mundanos?”. Tenho visto, ao longo do crescimento ministerial, muitos partidários no meio da igreja. Tendo sido cada vez mais difícil ajuntar pessoas. Partidários pensam ajuntam, mas eles só ajuntam os seus iguais. Partidários lutam pelo ajuntamento, mas pelo ajuntamento daqueles que pensam iguais a eles mesmos, e ainda chamam isso de unidade. Os partidários têm um senso de justiça muito apurado, e lutam pela justiça dos outros, desde que essa luta não envolva o chamar o inimigo e dar-lhe a outra face e abençoá-lo. Esse tipo de coisa “boba” chamada cristianismo que todo partidário insiste em fingir que não conhece. Os partidários amam a unidade, desde que seja a unidade dos iguais. Mas unidade dos iguais não é unidade, é uniformidade, é empacotamento e não corpo de Cristo. Corpo de Cristo se caracteriza pela junção de membros que são diferentes entre si, mas que compreendem a necessidade de suas diferenças trabalhando juntas para o bom funcionamento do corpo. Os partidários espalham. 

Todo irmão ou irmão que se aproveitar de uma contenda entre irmãos para tomar partido, será sempre um ministro de espalhamento. Não há ministério que se sustente no propósito com gente assim. Esse pessoal sempre se esconde em seu senso de justiça apurado, na exterioridade de uma falsa espiritualidade, enganando os incautos que não percebem que os ajuntadores aceitam sofrer a injustiça, e não correr atrás da justiça nesta terra. Os ajuntadores aceitam perdoar sem que seja preciso uma conversa para esclarecer tudo, isto porque reconhecem que há coisas que jamais poderão ser plenamente esclarecidas porque a mentira é uma atitude possível na relação entre as pessoas. O ajuntador aconselha o perdão como primeira medida. O espalhador tem o perdão como última medida. 

O espalhador não sabe conversar sobre a graça, pois todo o espalhador é desgraçado. Um irmão percebe que não foi bem tratado por determinado ministério. O ajuntador “carrega” esse irmão ofendido até o seu ofensor e depois sai. Isto porque sabe que nenhum de nós está insento de praticar Mateus 18. Todo injustiçado precisa viver isso, e o ajuntador sabe o momento em que ofendido e ofensor precisam ficar a sós e aprender a ser cristãos. Já o espalhador gosta é do circo. Carnal como é, o gostoso é ver o circo pegar fogo. E se o ministério se esvaziar, será a prova de que ele estava certo. Movido pela loucura do diabo, cego, não vê que quando um ministério diminui ou acaba, ficamos todos errados e damos a razão para o diabo. Jamais haverá pessoas com razão diante do Senhor quando tudo estiver errado. Não há pessoas certas quando tudo está errado. 

 O ajuntador nunca quer ter razão. Ele prefere estar errado e se arrepender para que fique tudo certo, a ter razãoe ver tudo ficando errado ao seu redor. O ajuntador prefere pedir desculpas sem estar errado se isto significar ganhar alguém. Isto porque a arte de conquistar sempre exige humildade. E quem consegue conquistar sem sofrer injustiças? Quem consegue ajuntar sem receber pedradas? Quem consegue ajuntar sem choro? Aliás, somente os ajuntadores choram. Os espalhadores não sabem o que é chorar. Quem sabe o trabalho que é exigido para arrumar,dificilmente desarruma. Quem conhece as lágrimas necessárias para um ajuntamento, não conseguirá ser um espalhador.

Que o Senhor envie trabalhadores para a sua ceara, pois esta ainda está branca para a colheita, e será preciso muita gente para ajuntar o que muita, mas muita gente mesmo, tem espalhado.
OBS.   Esse Texto Falou muito ao meu coração, e vou procurar sempre estar ajuntando com Jesus!

terça-feira, 15 de maio de 2018

CINCO QUALIDADES DO OBREIRO APROVADO.

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (II Timóteo, 2.15).

Obreiros tem muitos, mas os aprovados por Deus são poucos. Infelizmente estamos vivendo uma época em que as exigências e qualificações que a palavra de Deus recomenda para escolha e consagração de obreiros para exercer o ofício ministerial; seja diácono, presbítero, evangelista, pastor, bispo e outros, tem sido vulgarizada e desvalorizada. Uns são chamados por simpatia, outros por amizade, outros por ter um bom status social, outros por apadrinhamento, e na maioria das vezes eles não tem o mínimo de preparo ou vocação ministerial. Antigamente os homens de Deus oravam para o Espírito Santo revelar obreiros para serem consagrados, hoje muitos não oram mais neste sentido, parece que a urgência da obra é muito grande, e eles não tem tempo para orar. Já existe uma frase que muitos estão usando para justifica o seu erro, que diz: Se a chamada der errado, foi o homem quem chamou; se der certo, foi de Deus. Muitos almejam o episcopado com interesse financeiro, para engordar a sua conta bancária, muitos já se tornaram verdadeiros profissionais do púlpito nas igrejas e estão pregando o que o povo gosta de ouvir e não o que o povo precisa ouvir. Mas ainda existem obreiros qualificados e aprovados por Deus que estão fazendo a diferença nesta geração.


FIEL.

Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel (ICo.4.1,2).

A fidelidade é indispensável na vida de um obreiro, todo obreiro que finge ser fiel, em algum momento vai cair em contradição. A fidelidade envolve todas as áreas da vida do obreiro. Fidelidade com Deus, fidelidade com a esposa e filhos, fidelidade com a igreja, fidelidade ministerial, fidelidade nos negócios, enfim, em todas as coisas. O apóstolo Paulo instruindo o jovem pastor Timóteo, disse: Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé. na pureza. Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos (I Tm.4.12,13,15).

VIGILANTE.

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que tem ouvem (ITm.4.16).
O obreiro que não é vigilante a sua vida pode se tornar uma tragédia. É preciso ser vigilante em todas as áreas, para que os nossos adversários, inclusive o diabo, não tenha de que nos acusar. O obreiro deve ficar sempre de prontidão e nunca dormir; pois o inimigo não dorme, ele trabalha de dia e de noite, procurando uma brecha para entrar e destruir. Por isso a bíblia nos recomenda dizendo: Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em redor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (IPe.5.8). O apóstolo Paulo também nos exorta dizendo: Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios (ITes.5.6).

SOFREDOR.

Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente (IITm.2.3-5).  

Hoje muitos obreiros não querem mais sofrer, muitos querem ostentar um titulo e ter isto como status, não estão interessados em se preocupar de cuidar das ovelhas, e sim em sugá-las, recolher a sua lã (bens, dinheiro) e viver um evangelho business (de negócios). O obreiro não foi chamado só  para viver um evangelho de conforto, mais também de sofrimento. O apóstolo Paulo escrevendo aos filipenses, diz: Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim (Fp.1.29,30). Palavra fiel é esta: que se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofrermos, também com ele reinaremos, se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo (II Tm.2.11-13). 

VERDADEIRO.

Tu porém, fala o que convém à sã doutrina (Tito, 2.1).
Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as sua próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando as fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faz a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério (II Tm.4.1-5).

O obreiro aprovado, ele é verdadeiro porque vive na verdade e prega a palavra da verdade. Só pode pregar a palavra da verdade, aquele que é verdadeiro; quando o apóstolo Paulo disse: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade; isto significa dizer que, para se apresentar a Deus aprovado, é preciso está vivendo a verdade. Quem vive a verdade tem aprovação de Deus, não é envergonhado por ninguém e tem autoridade de manejar bem a palavra da verdade. Infelizmente, muitos não vivem o que pregam; muitos estão disfarçados de obreiros verdadeiros, vivem de engano e são hipócritas, mas com um tempo as máscaras irão cair.

HUMILDE.

Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor (Ef.4.1,2). 

A humildade é uma virtude que identifica o verdadeiro homem de Deus. O obreiro aprovado não deve ser orgulhoso, soberbo e de olhar altivo; e sim amigo, comunicativo, amável, generoso e humilde. A palavra de Deus nos diz: A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda (Pv.16.18). Antes de ser quebrantado, eleva-se o coração do homem; e, diante da honra, vai a humildade (Pv.18.12). 
Há obreiros que começaram bem, eram humildes, participavam, ajudavam, dividiam o que tinha para o bem da obra, sabiam ouvir quando preciso, abraçavam a todos e pregavam a palavra de Deus, mesmo se não fossem pagos para isso. Hoje infelizmente há muitos obreiros orgulhosos e até pensam que são estrelas, e buscam honras para si, e acham que são especiais e por isso querem ser destacados para ser o centro das atenções. Que Deus tenha misericórdia, e estes possam reconhecer que toda a glória e honra pertencem a Jesus. Muitos precisam descer do pedestal e entrar no caminho da humildade, para ver a glória de Deus se manifestar na sua vida e no seu ministério, antes que seja tarde. Amém!